sábado, 30 de maio de 2015

Ela chegou de mansinho e me conquistou com seu jeito distraído, desligado.Ela tinha um jeito completamente diferente de ver a vida. Eu via espinhos nas rosas, ela via rosas nos espinhos. A tela em branco para mim era vazio, para ela era inicio. Ela conseguia ver uma oportunidade onde ninguém apostaria. Com ela era assim, sempre tinha algo de encantador na situação, mesmo que a situação pudesse parecer sem concertos. Ela colocava cores no mundo, enquanto todos faziam do mundo um lugar preto e branco. Com ela não tinha tempo ruim. Eu gostava de estar ao lado dela. Gostava do jeito dela de ver o mundo como se fosse uma criança. Muitos diziam que era porque ela não havia tido muitas experiências, que ela não havia sofrido. Mas nunca ninguém soube dos segredos que ela guardava. Nunca souberam o inferno que ela passou. Ela só não queria voltar para o fundo do poço de novo, então, tentava ver algo insignificante como se fosse a melhor coisa do mundo. Mesmo quando sofria ela era assim. Ah se todos fossem como ela. Não haveria guerra, nem brigas, nem pessoas querendo foder com a vida dos outros. Ela era encantadora, com seu jeitinho de menina inocente, sendo forte como se fosse de ferro, amando como se fosse durar a vida toda, e aproveitando o dia como se o mundo fosse acabar no dia seguinte.

(DM)

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