quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Estive conversando com minha amiga, sobre as coisas que aconteceram, sobre como me sinto, sobre ele. Passamos horas conversando, até que ela me perguntou:
- Porque tanto medo assim? 
- Não sei - respondi. - Bom, sou eu, você sabe como sou.
- Você pode se arrepender no futuro. Só tente. Deixe rolar.
- To tentando, mas é que sei lá, ele me confundi.
Ficamos mais um tempo ali, falando sobre tudo. Mas, sozinha em meu quarto, comecei a pensar sobre a questão que ela havia abordado. Não que eu tenha medo de tentar, disso com certeza não tenho medo. Gosto de me arriscar, por minha cara a tapa. Afinal, o que seria da nossa vida sem essas loucuras? Sem tantas histórias, tristes e felizes, que ficam em nossa memória? Gosto de fazer com que minha vida pareça um filme. A questão é ele. É o maldito amor que alimenta minhas esperanças, que me faz gostar de estar apaixonada. Por mais que eu saia que posso quebrar a cara.
O que me dá medo é esse amor que sinto por ele. É depender tanto dele para me fazer feliz. É imaginar como eu ficaria depois sem suas piadas sem graça, sem seu ciúme besta, sem o  modo como me olha, ou o jeito meio bobo que ele tem. Não me imagino sentindo tanto por alguém a ponto de não me imaginar sem essa pessoa. Saber que tudo o que vivemos, tenho que deixar para trás, como se não existisse nenhum tipo de sentimento. Não sei como as pessoas conseguem mascarar tamanha dor assim, quando sentem, é claro. Mas não quero ter que passar por essa experiência. E é esse medo que me impede de falar para ele agora mesmo o que venho guardando só para mim.
Não, ele não vai saber do meu sorriso de orelha a orelha, cada vez que recebo uma mensagem dele, ou de como meu coração dispara sempre que me chama de seu amor, ou de seu anjo. Ele não precisa saber o quanto mexe comigo, do quanto tenho pensado em tudo que o envolva, dos sorrisos bobos que me arranca falando qualquer coisa besta. Melhor ir seguindo assim, com os pés no chão, e a cabeça nas nuvens. Pois o que seria de mim se ele soubesse o quanto me tem, o quanto pertenço à ele. Não quero nem imaginar. 
Ele não é desses que iludem as menininhas bobas só para tirar proveito. Ele jamais faria isso. Ele é um besta, o cara mais bocó que já conheci em minha vida. Ele mal consegue disfarçar as coisas que sente. Quando sorri, brinca, chora, briga, é tudo verdadeiro, como se não tivesse medo de esconder nada. Sei que tem muita coisa que não sei a seu respeito, mas uma coisa eu sei: ele não mente. E aposto que ele não conseguiria mentir, nem que sua vida dependesse disso. Porque, quando ele tenta, ele se entrega com seus gestos, seus olhares, com suas manias. E isso tem me assustado. Eu sei tanto sobre ele. Sei até mais do que gostaria. E isso nunca é um bom sinal.
Você descobre uma pessoa por seus gestos, atitudes, por seu comportamento. E eu tenho reparado em cada detalhe, por mais insignificante que seja, dele. Consigo citar manias, seu jeito, quase tudo sobre ele. E eu quase nunca paro para reparar nessas coisas, e menos que essas coisas o envolvam. E meu caro, se você começa a reparar muito em uma pessoa, pode saber que você já está condenado a passar vários dias, várias horas, pensando nessa pessoa, mesmo que não queira. Isso já depende mais de você. Porque quando isso acontece, você deve se preparar para a tempestade que está por vir. E nem é do tempo que estou falando. 

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