domingo, 9 de agosto de 2015

-Você não pode fazer isso - falei com a voz tremula.
- Isso o que, anjo?
- Isso o que fez. Falar tudo o que sente e depois fingir que não falou nada. Dando a entender que era de mim que gostava. Por que quando eu falei que gostava de você, eu fui sincera. Eu não menti. E minhas atitudes mostram que falei a verdade - parei de falar com lágrimas nos olhos.
- E eu não?
- Não - suspiro. - Você está estranho. É como se nada daquilo tivesse acontecido e eu houvesse imaginado tudo. Você me confunde. É como se eu estivesse em um campo minado, que depende de onde eu piso, tudo explode e não resta nada. Porque quando estou decidida a desistir de você, de nós, você vem com todas aquelas palavras lindas e me convence de que é melhor continuar. E quando eu decido que não vou desistir, você me dá motivos para que eu realmente deixe tudo de lado e siga como se nada tivesse acontecido. Não se brinca assim com as pessoas, nem com os sentimentos delas. Você montou seu showzinho e me fez acreditar. Mas agora é hora de ir embora.

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